Marcio iudice Attie
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07/04/2008
NJ / Jackson / SFGA & Hurricane Harbor
06/16/2008
USA / NJ / Jackson / Vinci's Bar & Grill
05/14/2008
USA / NJ / Jackson / Six Flags Great Adventure
25/03/2008
RJ / Rio Design Center
25/02/2008
RJ / Sinagoga Beth-El
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RJ / Hotel Sofitel
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RJ / Marina da Glória
10/01/2008
RJ / Marina da Glória
09/01/2008
RJ / Marina da Glória

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EVENT

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14/12/2006
RJ / Copacabana
17/11/2006
RJ / SESC GINÁSTICO
01/11/2006
RJ / Sala Baden Powell
21/06/2005
RJ / Univ. Est. de Sá
03/12/2004
RJ / Curso AZMT
11/11/2004
SP / Expo C. Norte


Lathife Cordeiro /
especial para o
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:: O restaurante da Paz ::
Boa comida árabe e judaica em um só estabelecimento

:: Restaurante Baghdad :: 14/12/2006 ::
Web: www.restaurantebaghdad.com.br

Um casal de iraquianos vem para o Brasil com um sonho: estabelecer aqui o que os mantinha na terra natal – um restaurante. Cinco anos após terem chegado em terra brasilis, eles finalmente realizam esse sonho. No dia 14 de dezembro, Copacabana ganhou um elegante estabelecimento de comida árabe, que conquista, além do bom gosto e simpatia de seus proprietários, por algumas curiosidades...

Victor e Mariana Palis montaram o Baghdad com preocupação em todos os detalhes. O cliente já se encanta com a entrada, que é uma cópia da Babilônia, feita há 6000 anos pelo 1º. rei do Iraque, Hamolabi. Victor conta que o soberano inventou dois dos bichos que enfeitam a região para agradar a namorada. Já dentro do restaurante, o olhar atento constata maravilhas, como azulejos e objetos importados da Arábia Saudita, do Iraque e do Marrocos.

A beleza do ambiente não tira o mérito da cozinha. São dois cozinheiros, um árabe e outro brasileiro. No cardápio, pratos da culinária árabe e judaica. Isso mesmo, judaica. “Quero paz com todo mundo”, afirma o católico Victor, “e também gosto muito da comida judaica”, completa. Entre as bebidas, opções deliciosas de receitas vindas diretamente do Oriente Médio.

No dia da abertura, o restaurante foi prestigiado por vários amigos do casal. Durante o tempo em que estão no Brasil, Victor já foi gerente de outro estabelecimento árabe, e Mariana ainda trabalha em um salão de beleza. “A Mari faz a melhor sobrancelha iraquiana da cidade”, conta a atriz Guilhermina Guinle. Uma das clientes ilustres de Mariana, Guilhermina lembra que durante algum tempo ouvia falar sobre como estava ficando o restaurante, mas não acreditava que o resultado seria tão bom: “Achei lindo! A idéia da porta é super-legal! Sem falar na comida, que é uma delícia”, elogia.

O músico Marcelo D2 também passou por lá: “Vim prestigiar porque minha mulher, Camila, é amiga da Mariana. Mas também gosto muito da comida árabe, e achei legal vir desejar boa sorte”, disse.

Durante a noite, Mariana recebia os convidados e tanto ela quanto Victor estavam muito felizes: “Estou sem palavras. Tudo saiu muito melhor do que sonhei”, afirmou.

Quem quiser conferir as delícias da comida árabe e judaica, basta visitar o Restaurante Baghdad, na Rua Bolívar, 45, Loja C, Copacabana. Tel.: (21) 3208-3621

Lathife Cordeiro.



Michelle Nicié /
especial para o
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“Brandner Kaspar e a vida eterna”
– Münchner Volkstheater –
Teatro Popular de Munique

:: Crítica Teatral :: 17/11/2006 ::

A companhia Teatro Popular de Munique traz ao Rio (excepcionalmente até amanhã no Sesc Ginástico) o espetáculo “Brandner Kaspar e a vida eterna”, de Kurt Wilhelm, baseado num conto de Franz von Kobell. O espetáculo com duração de duas horas e meia (o que para o público carioca pode até soar um pouco cansativo) é falado em alemão, mas legendado simultaneamente em português. As poucas vezes em que os atores pronunciam alguma expressão em português promove-se um efeito ao mesmo tempo, gracioso e engraçado na platéia. Mas, parece mesmo que o espetáculo foi feito para encantar, para levar ao espectador um mundo mágico onde o espaço visual e o espaço sonoro interagem de modo a destacar a plasticidade da cena.
A empatia do espetáculo deve-se em grande parte ao preparo técnico e ao entrosamento artístico que a trupe composta por 38 integrantes (dentre estes 20 são atores) demonstra ter no palco. É importante ressaltar o fato de que a qualidade do trabalho está relacionada ao que parece a diversos fatores: a companhia tem uma trajetória de 23 anos, recebe subvenção da prefeitura de Munique, trabalha num teatro próprio, mistura em seu elenco um diálogo visível entre atores e músicos (inclusive, nesse espetáculo, os músicos também atuam). Além disso, a proposta de colocar em cena um conto escrito em dialeto bávaro, cuja primeira publicação ocorreu no ano de 1871, coloca-nos diante de questões fundamentais para o teatro contemporâneo, como é, por exemplo, a contaminação dramatúrgica da cena pela narrativa e pela dimensão lírica. Há ainda um aproveitamento de elementos de gêneros distintos: o entrecruzamento do épico, do lírico, do operístico e do cômico imprime na cena um colorido infinito e múltiplo.
O texto é inspirado numa fábula popular do século XIX publicado em forma de conto na revista “Fliegende Blätter”, com ilustrações de Pocci. O enredo pode ser resumido nas seguintes linhas: Brandner Kaspar (um malandro alemão) recebe a visita inesperada da Morte e tenta de todas as formas, enganá-la, e desse modo, prolongar seu tempo no mundo dos vivos. Após embriagá-la com cachaça (aguardente de cereja) faz uma aposta num jogo de cartas e vence a Morte, ganhando como prêmio mais 18 anos de vida.
Num outro cenário do espetáculo (“O Céu”), a ausência de Kaspar é descoberta, fato este que causa sérias acusações à Morte. Com o objetivo de convencer o malandro a desencarnar, a Morte oferece uma pequena amostra das maravilhas do Além. Nesse caso, o autor carrega nas tintas revelando o típico humor (nacionalista) germânico ao retratar o paraíso como “A Baviera no Céu”. Kaspar, o malandro, o velhaco, é finalmente persuadido e decide permanecer ao lado dos anjos, principalmente porque, desse modo, não corre o risco de passar uma temporada no Purgatório.
Aliás, na representação do Céu, é inevitável a lembrança das construções cenográficas típicas da Commedia dell’Arte, confirmando o fato de que, a herança de Goldoni e Gozzi influiu, passando pela fria razão do Iluminismo, na literatura e no teatro popular alemão do século XIX.
Vale destacar a direção eficaz de Christian Stückl, a cenografia de Alu Walter, os figurinos de Ingrid Jäger, a dramaturgia de Volker Bürger, a direção musical de Markus Zwink, as músicas dos Jovens Músicos de Riedering e o trabalho dos atores Alexander Duda (“Brandner Kaspar”) e Maximilian Brückner (“Comerciante de ossos/Morte”). Imperdível!

Michelle Nicié


*Michelle Nicié é atriz, bacharel em Artes Cênicas e Mestre em Teatro pela UNIRIO - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.

*Outras Informações:
Espetáculo: “Brandner Kaspar e a vida eterna” – Münchner Volkstheater – Teatro Popular de Munique.
Local: Teatro Sesc Ginástico Avenida Graça Aranha, 187 – Centro – Rio de Janeiro/ RJ – Brasil.
Período: De 17 a 19 de novembro de 2006, às 19:00 horas.